terça-feira, 22 de novembro de 2011

Ministério Público move ação contra Via Bahia

No dia 11 de Novembro, foi aprovado na Comissão de Infraestrutura do Senado, um requerimento dos senadores da Bahia para que a Concessionária Via Bahia e a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) façam uma exposição sobre a execução do contrato de concessão do trecho da BR 324 que liga Salvador à Feira de Santana.  Pelo contrato, a empresa deve explorar o sistema por 25 anos, com investimentos previstos em obras e serviços para o período de R$ 1,9 bilhão.

A ANTT é responsável por fiscalizar e acompanhar o contrato das vias de transporte terrestre brasileiras e cabe à mesma estar atenta ao cumprimento das cláusulas contratuais firmadas entre a Via Bahia e o Governo com finalidade de evitar e punir os serviços que estejam sendo prestados de forma errada.

O MPF - Ministério Público Federal entrou com uma ação civil pública contra a Via Bahia, através de liminar, na qual denuncia o não cumprimento de obrigações contratuais. O próximo passo será a avaliação desta mesma ação civil publica no Senado. Com este, já são dois inquéritos instaurados pelo MPF sobre a concessionária.

O MPF irá investigar 10 pontos do acordo feito com o Governo Estadual. São eles: a restauração do pavimento; a contagem de veículos por trecho; a verificação da eficácia da drenagem do asfalto; a implementação do serviço de pavimentação dos acostamentos; a padronização do serviço de tapa-buracos, que foi constatado que estava fora do padrão recomendado pelo Departamento Nacional de Transportes Terrestres (DNIT); as pistas de desaceleração próximas a postos de gasolina; o monitoramento do índice de irregularidades nas ondulações e trepidações da pista; a ocupação irregular de faixas de domínio da BR-324; o tratamento social das questões; e, por fim, a implantação de defesas metálicas em pontos críticos e vulneráveis da pista.


Nós não podemos entender nem aceitar que o Estado entregue um patrimônio público sem nenhuma contrapartida, afirmou o deputado Paulo Azi (DEM). Para o democrata, a concessionária responsável pela estrada, a ViaBahia, só poderia iniciar a cobrança de tarifas após a rodovia estar em condições mínimas de trafegabilidade. Os investimentos realizados pela concessionária se limitaram à construção de praças de pedágios e obras de maquiagem, garantiu.

Vale salientar que a AUVPB – Associação de Usuários das Vias Pedagiadas da Bahia, já havia entrado com uma ação civil pública em data muito anterior à do ministério público, reivindicando dentre outras, as mesmas questões mencionadas acima e provando desta forma, estar muito atenta às causas relacionadas aos usuários das rodovias pedagiadas na Bahia.

A Via Bahia ficou responsável por apresentar um plano de ação que indique as obras que estão ou serão realizadas que deve ser apresentado em 15 dias


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